A Calda Longa na era da Cultura de Nicho

Share!

Em 2004, o economista e estudioso na área novas tendências em tecnologia, Chris Anderson, participou de uma conversa com Robbie Van Adibe, então CEO da Ecast Inc, uma espécie de Jukebox digital. Durante o bate-papo, Robbie questionou Chris sobre a porcentagem dos 10 mil álbuns disponíveis que vendiam pelo menos uma trilha por semestre, a resposta para essa pergunta, fez com que Chris descobrisse que a demanda por músicas que não estão nas paradas de sucesso era ilimitada.

Este encontro estimulou Chris a desenvolver o conceito de Calda Longa, Anderson observou a evolução da Cultura de Massa a partir da ascensão da Internet, se antes o mercado foi dominado pelos grandes hits numa Cultura Hollywoodiana, onde vendia-se uma baixa variedade de produtos, para um grande número de pessoas, hoje esta realidade inverteu-se graças ao avanço da Cultura de Nicho.




No mercado atual é possível observar que a venda de produtos de micro nichos, antes descartados por lojas físicas, por não possuir um alto giro de vendas, ganham notoriedade na era digital, as lojas virtuais não possuem restrições de espaços de gôndolas ou prateleiras e por isso, podem manter produtos que já não fazem parte do mainstream atual.

“Um Nicho é um grupo definido mais estritamente que procura por um mix de benefícios distinto. Em geral, para identificar nichos os profissionais de marketing subdividem um segmento em subsegmentos.” (KOTLER, Phillip; KELLER, Kevin L,. 2006, p 238).

Tal conceito pode ser aplicado a qualquer segmento, o que aumenta ainda mais o poder da internet na era da Cultura de Nicho. Segundo Anderson, “Da mesma maneira que o Google está descobrindo maneiras de explorar a Calda Longa da propaganda, a Microsoft está esticando a cauda dos videogames.” (ANDERSON, Chris. 2006, p.46).